O Inverno, as Feras e a Alma
As feras se amontoam
Sob o manto do sono esquecem
Cicatrizes de desavenças inúteis
Noites quentes em dias frios
Sonham frias pelo sangue quente
Até a mais feroz besta
Se enrola serena em si mesma
a digerir a última presa
Aquece a si mesma
A sonhar com o calor da próxima
O homem só é besta é fera
Caminha no gelo sem rumo
Predador do acaso do encontro
de um jovem coração ensolarado
que sua alma possa aquecer
Luís Carlos Pileggi Costa
Enviado por Luís Carlos Pileggi Costa em 18/07/2017