Me perdi no espectro do arco-íris
Me perdi no verde das montanhas
Alma dispersa no límpido firmamento
A vida é exuberante sem você
Tanta beleza me sufoca
Coloquei cortinas na varanda
Minh’alma se perde na serra
A beleza é insustentável ao ser
O ser se esvai no pôr-do-sol
Crepúsculo das minhas energias
Tanta beleza no meu castelo
E só sua beleza me bastava
Eu me perco no arco-íris
E nos ecos das suas ofensas
Nunca mais vi o mar
Me tranquei no meu castelo
Dolorosamente belo
Porém lacrei as varandas
Meus passeios são esporádicos
Só fito a grama do chão
Estou preso no arco-íris
Daquela rua em Reykjavik
Ou do prisma solar do seu cabelo
Em qual cor do espectro você estará?
Nossas mãos se soltaram de repente
Numa onda de mar bravio
E não lhe encontrei mais
E não vi mais o mar
Perdi o olfato, meu dom
Quando seu corpo se foi
E coloquei cortinas na varanda
Não lhe encontrei na beleza
Quem sabe possam nossas mãos
Uma noite se encontrarem na escuridão